Selo ISO 9001

Cooperar é o primeiro passo rumo à certificação

Publicada em 03/12/2009
Jornal do Commercio / Informática - 11/11/2009

A união faz a força. Aliás, o selo de qualidade. Sob a batuta do SoftexRecife, empresas do mercado de TI local descobriram na cooperação um caminho infalível para a conquista da certificação MPS.BR, versão tupiniquim do modelo internacional CMMI.

De 2006 para cá, pelo menos nove organizações conseguiram uma certificação para chamar de sua submetendo-se a uma preparação conjunta orquestrada pela SoftexRecife. “Esse modelo cooperado é, na verdade, do Softex nacional. Os empresários são agrupados de acordo com a maturidade de seus negócios e, daí em diante, recebem orientações e consultorias para adequar seus processos às exigências do Modelo de Referência do MPS.BR”, explica o executivo do Softex, Marcos André Gomes.

O modelo deu tão certo no Estado, que a partir dele as empresas MV Sistemas, Neus, Facilit, Multi Solutions, Simplestec e Phoebus conquistaram o nível G da certificação, enquanto a Informa chegou ao F. No mesmo intervalo de três anos, Procenge e Provider passaram do G para o F. “São sete níveis de maturidade que a empresa pode galgar, contra cinco do CMMI.”

A maior vantagem da preparação em cooperativas, segundo Gomes, é a diminuição da resistência à mudança por parte das empresas, além do aumento do comprometimento dos executivos com o projeto e do incentivo à adoção de um paradigma produtivo com mais espaço para colaboração.

Baseada no CMMI, nas normas ISO/IEC 12207 e ISO/IEC 15504 e na realidade do mercado brasileiro, a certificação MPS.BR tem como maior trunfo o custo. “Enquanto um CMMI custa cerca de US$ 50 mil, o equivalente nacional sai pela metade do preço.”

Encabeçada pela Softex, a certificação made in Brazil tem apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Finep e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O selo de qualidade MPS.BR vale para todo o território nacional, mas não é reconhecido em mercados estrangeiros.